Formada em engenharia mecânica e dona de uma impressora 3D, a floridense que mora em Boston, EUA, Erin Winick não deixou passar a chance de unir seu conhecimento a seu casamento

Noiva faz sucesso com tulipas de buquê, adereços de bolo e enfeites de mesa feitos em impressoras 3D. 

O casamento de Erin Winick ganhou destaque no site do MIT Review ao revelar como planejou a cerimônia de casamento. Para quem não sabe, o funcionamento da maioria das impressoras 3D é a base da fusão de rolos de filamentos de plástico a altas temperaturas. A impressora dá forma a projetos personalizados desenhados no computador. No caso, as pétalas azuis das tulipas.

O casamento de Erin é um exemplo das infinitas possibilidades fornecidas por essa tecnologia. O que vai criar uma nova tendência industrial: o da massificação de objetos personalizados. Parece contraditório, mas já está em vigor no mundo fashion – no mercado da moda – a produção em escala de roupas personalizadas.

Fonte: Brasília de Fato.

Pesquisadores da Universidade de Catherine em Minnesota, estão explorando como novas tecnologias, como por exemplo; a impressão 3D.

 Os resultados publicados na SpringerOpen, detalham vestimentas e acessórios impressos em 3D sustentáveis, como pingentes, botões e colares. O estudo afirma que “zero-waste é uma metodologia focada em projetar, gerenciar produtos e processos para sistematicamente evitar a toxicidade de resíduos e materiais, conservando todos os recursos”. 

 

“A IMPRESSÃO 3D JÁ PROVOU SER UMA MANEIRA ECONÔMICA DE PROTOTIPAGEM E MANUFATURA, sendo assim, TEM O POTENCIAL DE REDEFINIR A CADEIA DE SUPRIMENTOS DA INDÚSTRIA DA MODA PRONTA PARA USO”.

 

Dois pesquisadores exploraram diferentes métodos para a criação das peças. O primeiro pesquisador criou uma capa e se esforçou para projetar botões usando tecnologia de impressão 3D (FFF), enquanto o segundo criou pingentes e brincos. Estereolitografia (SLA) que também é um método comum para fabricar jóias impressas em 3D com detalhes finos.

 

 

 

 

A fornecedora de serviços de impressão 3D da Bélgica, Materialize, participou da vitória do Oscar no 91st Academy Awards, por sua colaboração com a designer Julia Koerner no filme Pantera Negra.

 

A figurinista americana Ruth E. Carter ganhou o Oscar de Melhor figurino por seu trabalho em Pantera Negra. Carter utilizou desenhos impressos em 3D feitos em colaboração com a especialista em vestimenta de impressão 3D Julia Koerner e Materialize.

Materialize e Koerner fez outras colaborações que utilizaram a impressão 3D, criando peças impressas em 3D projetadas especificamente para Carter usar.

Julia Koerner comentou:

“EU ME SENTI MUITO ANIMADa COM A INDICAÇÃO AO OSCAR. pantera negra FOI MINHA PRIMEIRA VEZ TRABALHANDO EM UM FILME, E É MUITO GRATIFICANTE FAZER PARTE DESSE SUCESSO”. 

 

 

 O acessório de pescoço foi impresso em 3D por Materialize em PA 12 usando SLS. Koerner personalizou o design inteiramente para Carter com uma digitalização em 3D da cabeça e dos ombros, as peças foram projetadas de modo que fossem flexíveis o suficiente para serem usadas confortavelmente no conjunto, enquanto duras o suficiente para manter sua forma.. O padrão foi inspirado em desenhos e motivos africanos, bem como vestidos de gala da Balenciaga dos anos 50 e do trabalho do fotógrafo maliano Seydou Keïta. A peça também contou com cristais Swarovski embelezados a mão , a fim de criar um brilho quando visto em ângulos específicos.

“Os cristais intensificam ainda mais os detalhes da peça. Esta foi também a primeira vez que este processo de cristalização foi executado em uma peça impressa em 3D: é uma ótima combinação de artesanato digital e tradicional”, explicou Koerner.

 

A Marinha e o Exército dos EUA trazem a tecnologia de impressão 3D para acelerar as operações. Durante um período de 28 meses, o porta-aviões USS George HW Bush (CVN 77) da Marinha será atualizado com peças convencionais e impressas em 3D.

 

Jeff Burchett, superintendente do projeto do USS George HW Bush, disse: “Há muitos empregos pela primeira vez ao redor, dado que é a primeira vez que Bush se senta em blocos de quilha desde que foi construído. Com o tamanho deste pacote de trabalho, será necessário um esforço total da equipe pela NNSY”.

A revisão programada do porta-aviões de US $ 6,2 bilhões será realizada no Estaleiro Naval de Norfolk (NNSY).

Além disso, os fuzileiros navais dos EUA e o Exército estão integrando a impressão 3D em uma escala mais ampla para várias aplicações, se tornando uma parte essencial das forças armadas dos EUA.

O 1º tenente Ryan McCormic, oficial de transporte do 2º Batalhão, 7º Regimento da Marinha, disse: “Um dos meus planos é levar nossa impressora 3D conosco implantação e utilizá-la no país quando alguém nos disser que temos um veículo morto ou uma arma defeituosa. ”

“NÓS TRAZEMOS ESTA IMPRESSORA 3D E, EM VEZ DE POSSIVELMENTE TER UM TEMPO DE ESPERA DE 2-3 SEMANAS PARA A PEÇA, PODEMOS IMPRIMI-LA ALI MESMO.”

Além disso, o Comando de Sistemas do Corpo de Fuzileiros Navais  (MCSC) também montou uma Célula de Operações de Manufatura Avançada, que oferece assistência 24 horas por dia para os Marines, usando tecnologias de impressão 3D.

Os autores do artigo explicaram o potencial futuro da eletrônica de impressão 3D, “Antenas podem ser impressas em ou dentro de uma estrutura, blindagem de RF pode ser impressa em locais estratégicos do pacote eletrônico, sensores podem ser impressos e permeados em toda a estrutura, e todos Isso pode ser feito usando muito menos espaço e volume”.

“OS DISPOSITIVOS PODEM SER IMPRESSOS EM DISPOSITIVOS OU FORMAS 3D, ALTERANDO OS MATERIAIS, O QUE ELIMINA A NECESSIDADE DE SOLDA, PORCAS, PARAFUSOS E EXCESSO DE FIOS.” 

O ADS1299 é um ASIC (Circuito integrado de aplicação específica). ASIC são componentes vastamente utilizados no mercado de hoje. Eles estão presentes na área de instrumentação medicinal, nas áreas de processamento de áudio e vídeo, rádio frequência e várias outras. Um programa interessante é o Smart Energy, da Atmel. Ele possui diversos ASICs desenvolvidos para controle de energia. Como medidores de energia e potencia elétrica,  fluxo de gases e água e outros mais. Todos com protocolos de comunicação embutidos.

Algumas características muito presentes nos ASICs são a coleta, o tratamento e a digitalização do sinal. Isso disponibiliza um sinal pronto para ser processado. Protocolos de comunicação embutidos e em alguns casos até microcontroladores internos.

Como o dispositivo foi desenvolvido para a aquisição de sinais gerados pelo corpo (Biosinais). O  ADS1299 é capaz de receber esse sinal analógico, amplifica-lo, digitaliza-lo, filtra-lo e o enviar para um microcontrolador.

         Ele possui 8 canais de amostragem simultânea. Isso significa que os dados de cada canal são recebidos ao mesmo tempo pelo microcontrolador. O seu consumo de energia é de aproximadamente 5mW por canal. Ele é um dispositivo de baixo ruído, característica extremamente importante para a manipulação de biosinais. A sua faixa de temperatura de operação é de -40°C a +85°C e um sensor de temperatura interno pode ser usado para medições. Sua comunicação é feita pelo protocolo de SPI. Ele possui modos de operação de power-down e standby. Tem um oscilador interno, sua alimentação digital deve ser de 1,8 a 3,3 volts e a analógica deve ser de 4,75 a 5,25 volts. Sua taxa de amostragem pode ser configurada com valores de 250SPS  a 16KSPS (Amostras por segundo).

      Este dispositivo possui todas as características necessárias para se desenvolver produtos que utilizam biosinais. Conversores A/D, sigma-delta, de 24Bits. Este tipo de conversor tem características de baixa taxa de amostragem e alta resolução. Amplificadores de ganho programável, com valores que variam de 1 a 24. Corrente de Bias que é necessária para evitar ruídos na captação do sinal, gerados por interferências exteriores como a frequência da rede elétrica (60Hz). O circuito necessário para a geração do sinal de bias é interno ao ADS1299. Sinais de teste podem ser gerados internamente. E um modulo de Lead-Off Detection é presente para verificação do posicionamento dos eletrodos.

             Como visto na imagem abaixo o ADS1299 possui 64 pinos. 16 deles são as entradas dos canais. Cada canal é diferencial, ou seja um canal precisa de dois pinos para executar sua medição. Os outros pinos são usados para alimentação , filtragem comunicação e ligação com outros dispositivos. Além de 4 pinos I/O de uso geral.

O diagrama de blocos pode ser visto na imagem abaixo. Nele é possível ver todas as 16 entradas dos 8 canais direcionadas para um multiplexador. O multiplexador esta conectado com o sensor de temperatura, o sinal de bias, os sinais de teste, os sinais de excitação de lead-off e outros. Cada um dos canais esta conectado a um amplificador individual, o que permite que o ganho de cada canal seja amplificado em um taxa própria. Eles também possuem um conversor A/D individual e é isso que possibilita a amostragem ser simultânea. Por fim temos a parte de controle onde estão presentes os 4 pinos de uso geral o oscilador, a interface de comunicação SPI e o circuito para gerar o sinal de bias.

 A alimentação pode ser unipolar ou bipolar. O esquema elétrico é sugerido no datasheet e pode ser visto nas imagens abaixo.

 A alimentação pode ser unipolar ou bipolar. O esquema elétrico é sugerido no datasheet e pode ser visto nas imagens abaixo.

 

 

 

  • 1
  • 2

Contato

 
  • Endereço

    Rua Resedá, 213 - Santa Efigênia. Belo Horizonte - MG